- Qual é o adjetivo presente na frase?
- O adjetivo é «soluçando».
A nova especialista em gramática da língua portuguesa chama-se Diana Gonçalves.
- Qual é o adjetivo presente na frase?
- O adjetivo é «soluçando».
A nova especialista em gramática da língua portuguesa chama-se Diana Gonçalves.
Lê-se o terceiro ato de Frei Luís de Sousa. Nesta fase, Telmo mostra-se arrependido. O professor questiona a razão do arrependimento.
A resposta surge pela voz da Diana Gonçalves:
- Telmo sente-se arrependido por dizer que Madalena é filha ilegítima.
Pergunta: "Releia o primeiro parágrafo do excerto extraído de Memorial do Convento. Explicite o dilema com o qual Baltasar se debate, tendo em conta tanto a sua condição física como a sua condição económica."
Passo 1: O "Raio-X" ao Enunciado (Ler com a caneta)
Passo 2: A Recolha de Dados
Grupo I
Pergunta 1.
Pergunta 2.
Pergunta 3.
Pergunta 4.
Pergunta 5.
Pergunta 6.
Pergunta 7.
Grupo II
Pergunta 1.
Pergunta 2.
Pergunta 3.
Pergunta 4.
Pergunta 5.
Pergunta 6.
Pergunta 7.
Grupo III
Pergunta 2: "Releia as estâncias 52 e 53.
Explicite duas características de D. Fernando, fundamentando a sua resposta em
informações presentes nas estâncias mencionadas."
Passo 1: O "Raio-X" ao Enunciado (Ler com a
caneta)
O aluno deve dividir o enunciado em 5 peças fundamentais
para perceber as "regras do jogo" impostas pelo IAVE:
Passo 2: A Recolha de Dados (A caça às características)
Sabendo exatamente o que procurar, o aluno vai às estâncias
52 e 53 recolher apenas duas provas (os Tópicos de Resposta do IAVE):
o Mas
há um detalhe crucial a sublinhar: a palavra "fundamentando". Isto
significa que cada característica que o aluno explicar terá de ser
obrigatoriamente comprovada com citações do texto.
Passo 3: A "Fórmula" da Resposta
Para garantir clareza máxima e todos os pontos na
estruturação do discurso, o aluno aplica os dados recolhidos numa estrutura
fixa de preenchimento (como se fosse uma receita):
Passo 3: A Construção da Resposta (O
"Esqueleto") Tendo as duas características e os versos que as
provam, a redação torna-se mecânica e segura, utilizando conectores para guiar
o corretor:
Resposta:
Nas
estâncias 52 e 53, o narrador apresenta-nos traços marcantes do perfil do
infante D. Fernando.
Por um
lado, o Infante revela um profundo altruísmo (ou abnegação), uma vez que
abdica da sua própria liberdade e segurança em prol da salvação do seu povo,
como se comprova através dos versos «Que, por salvar o povo miserando /
Cercado, ao Sarraceno se entregava» (vv. 11-12).
Para
além disso, demonstra um forte patriotismo (ou amor à pátria), pois
sujeita-se a uma vida de escravidão apenas para garantir que a pátria
portuguesa não perde o território de Ceuta («Só por amor da pátria está
passando / A vida, de senhora feita escrava» - vv. 13-14).
Pergunta 1: "Refira a opinião do narrador sobre o
reinado de D. Duarte, tendo em conta duas ideias expressas na estância
51."
Vamos desconstruir isto passo a passo:
Passo 1: Ler o enunciado com «lupa» O que é que a
pergunta nos está a exigir exatamente?
Passo 2: Descodificar a Estância 51 (A Leitura Atenta)
Vamos ler a estância como se fosse um texto normal, fluído, e procurar entender
o vocabulário, que é a primeira grande barreira.
Passo 3: Estruturar a Resposta (O "Esqueleto")
Agora que já fomos ao texto "pescar" as ideias que os critérios de
correção exigem, temos de organizar a nossa resposta. Uma resposta de exame não
pode ser uma lista de tópicos soltos. Lembrem-se de que os critérios avaliam a
vossa estruturação do discurso e coesão textual.
Eu aconselho sempre a seguinte estrutura lógica:
Passo 4: Cuidados Finais e Revisão
Resposta:
De
acordo com o narrador, o reinado de D. Duarte não foi um período feliz ou
afortunado.
Por um
lado, o texto justifica esta visão destacando a alternância inevitável entre
momentos bons e maus que marcou este período, evidenciando que a felicidade e a
tristeza se foram sucedendo («Que assi vai alternando o tempo iroso / O bem co
mal, o gosto co a tristeza.» – vv. 3 e 4).
Por
outro lado, o narrador sublinha a inconstância e a falta de estabilidade da
Sorte («Ou quem viu em Fortuna haver firmeza?» – v. 6), constatando que essa
mesma instabilidade da Fortuna se abateu de forma particularmente severa e
cruel no reinado deste monarca específico, o que é comprovado nos versos finais
da estância («Pois inda neste Reino e neste Rei / Não usou ela tanto desta
lei?» – vv. 7 e 8)."
Grupo I
Pergunta 3.
Pergunta 4.
Pergunta 5.
Pergunta 6.
Pergunta 7.
Grupo II
Pergunta 1.
Pergunta 2.
Pergunta 3.
Pergunta 4.
Pergunta 5.
Pergunta 6.
Pergunta 7.
Grupo III
Nesta
primeira cena, a ação não é marcada por grandes movimentações físicas ou
batalhas, mas sim por um intenso confronto psicológico e verbal entre
duas personagens centrais: o Rei Leandro e o seu Bobo. Para facilitar a tarefa
de análise da cena, vamos dividi-la em cinco momentos-chave.
O
primeiro põe-nos em contacto com o leit-motif da ação: o estranho
sonho do Rei. A cena inicia-se no jardim do palácio de Helíria, com um
passeio aparentemente tranquilo, mas a ação arranca imediatamente com a
inquietação do Rei Leandro, que teve um "estranho sonho". Reparemos
que o monarca está obcecado com ele, afirmando que "nada há no mundo mais
importante do que um sonho". Para o soberano, os sonhos não são meros
devaneios, mas sim "recados dos deuses", que estão longe e comunicam
desta forma enigmática. Este sonho é o verdadeiro motor de toda a ação desta
cena e dita o estado de espírito fragilizado do Rei.
O
segundo corresponde a um contraste social. Enquanto Leandro divaga sobre
deuses e sonhos, o Bobo atua como a sua âncora à dura realidade. A ação avança
através deste contraste (um jogo de opostos). Quando o Rei fala da eternidade
das noites e da importância dos sonhos, o Bobo contrapõe com as necessidades
mais básicas da condição humana: o cansaço do trabalho constante a lidar com as
filhas do rei (Hortênsia e Amarílis), a fome ("um bom prato de favas com
chouriço") e o frio que "enregela os ossos". O Bobo chega a
ironizar que os sonhos são "um luxo, um desperdício" reservado apenas
aos grandes fidalgos.
A
meio da cena, a ação suspende-se, a luz foca-se apenas no Bobo, e ele dirige-se
diretamente a nós, público (na plateia). Através deste recurso, o Bobo
questiona a desigualdade social, lembrando que sangra, chora e que nasceu
"igualzinho ao rei", sublinhando que, na morte, todos iremos para
debaixo da terra. "tão morto estarei eu como qualquer deles". Esta
pausa na ação serve para nos alertar para a humanidade e sabedoria escondidas
por detrás das vestes de um "pobre louco".
De
seguida, a ação retoma e atinge o seu pico quando o Rei, sentindo o peso da
coroa, desabafa que gostava de estar no lugar do Bobo, "sem preocupações,
sem responsabilidades". É a sugestão irónica do Bobo (de lhe entregar os
seus farrapos em troca do manto, coroa e cetro) que funciona como um gatilho
para a memória do soberano. Com grande agitação (como indica a didascália), o
Rei revela finalmente o conteúdo do sonho: viu-se no chão, a tentar correr sem
sair do sítio, perdendo a coroa, o manto e o cetro (os símbolos do seu poder),
enquanto ouvia gargalhadas e sentia muito frio. Levado ao limite da sua
vulnerabilidade, o Rei confessa ao ouvido do Bobo: "Tenho medo!".
1.º)
A perda do poder e da identidade: o Rei descreve o seu sonho: "A
coroa... o manto... o cetro... tudo no chão". Estes são os três símbolos
máximos da realeza. Ao vê-los caídos e "sempre mais longe, mais
longe", o sonho está a prefigurar a perda do seu reino, da sua autoridade
e da sua própria dignidade enquanto monarca e pai. Ele será despojado de tudo o
que lhe confere esse estatuto.
2.º)
A Impotência perante o destino: no sonho, Leandro vê-se "a correr, mas
sem poder sair do mesmo sítio". Esta imagem sufocante reflete a...
A análise completa da cena pode ser lida aqui: »»».
António
Aleixo, frequentemente recordado carinhosamente como o
"poeta-cauteleiro", foi um algarvio de origens muito humildes, quase
semianalfabeto, que teve uma vida pautada por duras provações e pelo exercício
de profissões árduas, como as de tecelão, servente de pedreiro e vendedor de
cautelas. No entanto, essa falta de instrução académica não o impediu de nos
legar uma obra literária brilhante, marcada por uma ironia cortante e uma
permanente crítica social. A sua poesia, inserida na corrente da literatura
popular tradicionalista, brota da sua observação crítica e atenta da realidade,
o que lhe conferiu um poder de síntese muito apurado.
Se
olharmos atentamente para o poema em estudo ("Sei que pareço um
ladrão..."), o núcleo temático que nele se aborda é a dicotomia entre o
"ser" e o "parecer". Aleixo expõe a hipocrisia de uma
sociedade habituada a julgar pela aparência exterior. O "eu" lírico
aceita a imagem que o preconceito social lhe cola — a de um homem pobre, cuja
aparência modesta pode ser confundida com a de um "ladrão" —, para,
de seguida, desmascarar a falta de escrúpulos de muitos membros das classes
privilegiadas. Ele acusa aqueles que mantêm uma fachada de respeitabilidade,
mas cujas ações os tornam nos verdadeiros corruptos ou "ladrões".
O sujeito poético inicia a quadra com um tom confessional e de profunda autoconsciência, traduzido pela forma verbal "Sei". Ele reconhece e aceita o estigma social que recai sobre si devido à sua aparência humilde, desgastada pela pobreza e pelo trabalho árduo. A sociedade julga-o pela sua "capa" exterior, atribuindo-lhe a imagem negativa de...
Podes encontrar a análise completa aqui: análise-do-poema.
Estamos
perante uma composição tradicional: um mote seguido de glosas. A obra de
António Aleixo ocupa um lugar singular na História da Literatura Portuguesa.
Embora tenha sido um homem com parca instrução formal, considerado um poeta
"popular" e "semianalfabeto", a sua poesia transcende a
aparente simplicidade, revelando uma complexidade e uma profundidade
filosófica notáveis. O poema "O Beijo Mata o Desejo" é um exemplo
brilhante de como o poeta capta os ritmos da oralidade para expressar uma
sabedoria autêntica e psicologicamente intrincada, comprovando que a expressão
poética de excelência não está confinada aos limites da academia ou dos
círculos eruditos.
Do
ponto de vista formal, o poema obedece a uma estrutura tradicional rigorosa: é
composto por um mote (uma quadra inicial que dita o tema) seguido de glosas
(estrofes que desenvolvem o tema e que terminam, obrigatoriamente, com os
versos do mote, pela sua ordem). Esta tipologia textual foi muito cultivada
pelos poetas palacianos reunidos no Cancioneiro Geral, de Garcia de
Resende, e renascentistas, como, por exemplo, Camões. Aleixo utiliza o verso
em redondilha maior ou heptassílabo (sete sílabas métricas). Este é
o verso mais tradicional da língua portuguesa, frequente desde as cantigas
medievais até à poesia oral e cantada, conferindo ao poema um ritmo muito
próximo da fala natural. A rima, predominantemente cruzada (de acordo com o esquema ABAB),
aliada à métrica regular, funciona como uma excelente estratégia mnemónica.
Estes recursos formais facilitam a memorização típica da literatura oral e
acentuam a musicalidade fluida, permitindo que a profundidade do pensamento do
poeta chegue de forma direta e inesquecível ao leitor. Longe de ser apenas um
produto mecânico de "espontaneidade", a poesia de Aleixo esconde um
trabalho de refinamento estético e elegância (um verdadeiro
"aticismo") na arte de bem dizer
O eixo
temático deste poema é o paradoxo do desejo amoroso. A poesia de Aleixo
constrói-se frequentemente sobre estruturas antitéticas (contrastes como
ser/parecer, ou, neste caso, o agir/conter-se). Aqui, o sujeito poético
depara-se com uma oportunidade (o "ensejo") de roubar um beijo à
mulher amada, mas escolhe ativamente não o fazer. O mote é a semente do poema.
Aleixo estabelece aqui a sua tese através de uma estrutura antitética, um
recurso muito frequente na sua obra para contrastar ideias (como
agir/conter-se). Os dois primeiros versos apresentam a situação prática: o
sujeito tem...
Uma mãe contou-me recentemente que está com dificuldade em fazer com que a filha, que é bem-comportada e tem bons resultados escolares, vá às aulas. A mãe queixa-se que a filha chega muitas vezes atrasada ou falta, e teme que ela não consiga concluir o ensino secundário e que a sua admissão na universidade seja revogada.
O que se passa? A mãe, que em casa incentiva escolhas ponderadas em relação à tecnologia, acredita que o uso de tecnologia na escola está a deixar a filha stressada e exausta. Os seres humanos evoluíram para interagir uns com os outros, usar o corpo e estar ao ar livre, não para passar o dia a olhar para ecrãs, sublinhou.
Ela é apenas uma entre muitos pais que me dizem estar preocupados com o impacto que o uso dos ecrãs nas escolas tem nos seus filhos. A esmagadora maioria das escolas públicas dos EUA (88%), já distribui dispositivos a todos os alunos, segundo um inquérito de 2025 do Centro Nacional de Estatísticas da Educação. As escolas públicas da minha própria cidade também usam muita tecnologia, e eu também estou preocupada com as minhas filhas.
A reportagem é da CNN e pode ser lida clicando na ligação: cnnportugal.