O conto começa com o narrador a propor-se esclarecer a verdade sobre a espantosa e inédita descoberta de Von Kempelen, afastando rumores e atribuindo a sugestão inicial do feito a anotações do diário do eminente químico Sir Humphrey Davy.
Von Kempelen é-nos apresentado como um homem natural de Utica, Nova Iorque, de aspeto comum, franco e de trato agradável, desmentindo a ideia generalizada de que seria um misantropo. Após mudar-se para a cidade de Bremen, na Alemanha, começou a viver com extremas dificuldades. Contudo, a compra repentina de uma grande casa levantou suspeitas na polícia local de que estaria envolvido em esquemas de falsificação.
Sob rigorosa vigilância, a polícia acabou por segui-lo até a um laboratório secreto nas águas-furtadas de um velho edifício. Ao arrombarem a porta, esperando encontrar material de contrafação, os guardas surpreenderam-no a trabalhar num pequeno forno com cadinhos que continham chumbo fundido e uma substância química desconhecida. Durante a busca ao quarto, encontraram debaixo da cama uma arca incrivelmente pesada. Embora os polícias tenham pensado inicialmente que estava apenas cheia de pedaços irregulares de latão, no dia seguinte soube-se em toda a cidade que o seu conteúdo era, na verdade, ouro absolutamente puro e sem liga.
Von Kempelen tinha concretizado a velha quimera da pedra filosofal: a transformação de chumbo em ouro. O relato termina com o narrador a refletir sobre o profundo impacto económico desta descoberta. Especula-se que a capacidade de fabricar ouro à discrição tornará a corrida ao ouro na Califórnia fútil, uma vez que o ouro passará a valer tanto como o chumbo. Como prova do impacto imediato da descoberta, assinala-se que, na Europa, o preço do chumbo sofreu de imediato um aumento de duzentos por cento.

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