Português: Resumo da cena VII do ato II de O Mercador de Veneza

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Resumo da cena VII do ato II de O Mercador de Veneza

    Esta cena decorre num salão do castelo de Pórcia, em Belmonte, onde Pórcia ordena que se corra a cortina para revelar os três cofres (de ouro, prata e chumbo) ao Príncipe de Marrocos. Pórcia esclarece as regras do desafio: um dos cofres encerra o seu retrato e, caso o príncipe o escolha, ganhará a sua mão em casamento. O pretendente analisa então as inscrições gravadas em cada um deles. Ao ler o aviso do cofre de chumbo, que exige que quem o escolha se atreva a muito, o príncipe rejeita-o por considerar que uma alma elevada não se deve rebaixar por um metal tão vil. Diante do cofre de prata, cujo letreiro promete a quem o escolher aquilo que merece, o príncipe pondera o seu próprio valor e conclui que, por nascimento, fortuna, dotes físicos, educação e amor, merece de facto a mão de Pórcia, quase decidindo-se por este.
    Contudo, o letreiro do cofre de ouro, que promete o que muitos desejam, capta definitivamente a sua atenção. O príncipe reflete sobre como Pórcia é cobiçada por pretendentes vindos dos quatro cantos do mundo, que cruzam desertos e oceanos para a admirar. Ele argumenta que o retrato celestial de Pórcia não poderia estar guardado no chumbo vil, o que seria uma profanação, nem na prata, que vale dez vezes menos do que o ouro. Convencido de que uma joia tão preciosa só poderia estar guardada no metal mais valioso, o príncipe pede a chave a Pórcia e escolhe o cofre de ouro.
    Ao abrir o cofre, o Príncipe de Marrocos depara-se com uma terrível surpresa: em vez do retrato, encontra um esqueleto com um pergaminho enrolado numa das órbitas oculares. Ele lê em voz alta a mensagem do papel, que começa com o célebre ditado de que "nem tudo o que luz é oiro" e o adverte de que muitos sacrificaram as suas vidas seduzidos por aparências enganosas, terminando com um conselho para que parta por ter perdido o seu tempo. Desiludido e conformado com a derrota, o príncipe despede-se rapidamente de Pórcia e retira-se. A cena termina com o alívio de Pórcia, que ordena a Nerissa que feche novamente a cortina, expressando o desejo de que todos os pretendentes da mesma cor que o príncipe tenham a mesma sorte no desafio.

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