Português: Poesia caseira
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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Ode a um certo Gonçalo Estremanho

Quando chega a hora do teste,

Mostra enorme inspiração:

Olha para o norte, para o este,

À espera de uma salvação.


Diz que estudou a noite inteira,

Que até perdeu o sono,

Mas, perante a pergunta primeira,

Fica a contemplar o outono.


Se a inteligência fosse nota,

Teria muito que penar;

Mas, se contasse a lorota,

Já podia até doutorar!


Ó Gonçalo, grande mestre façanhudo,

Da desculpa e do improviso,

Tens resposta para tudo

Menos para o que vem no aviso!


E quando sai a pauta,

Há silêncio no corredor:

«Professor, deve haver engano…

Eu merecia era mais valor!»


Mas cuidado tem, Estremanho,

Prepara bem a lição,

Apanhar vais um entalão

Se a copiar no teste te apanho.

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