1. As
notas de rodapé são muito úteis, nomeadamente em trabalhos académicos, embora
não em exclusivo.
2. De
acordo com o professor Marco Neves (in Pontuação em Português, p. 33), “Nos
primórdios dos textos escritos, as notas eram inseridas pelo leitor – aliás, a
pontuação era inserida pelo leitor.”
3. A
partir do momento em que os autores começaram, eles próprios, a criar notas,
principiaram a usar símbolos para indicar essas notas. Um dos símbolos foi o asterisco (*). Surgiram,
igualmente, outros símbolos, secundários, como o obelisco simples (†) e o obelisco
duplo (‡).
Todos estes símbolos surgem, no texto, numa posição superior à linha.
4. Nos
nossos dias, o mais comum é usar números para assinalar tanto notas de rodapé
como notas finais.
5. De
vez em quando, encontramos textos em que se misturam os dois estilos, ou seja,
uma nota de rodapé do autor pode ser indicada através de um asterisco ou por um
obelisco, e uma nota do editor ou do tradutor pode ser anunciada por números.
6. O asterisco
(*) (do grego asterískos = estrelinha) é um sinal auxiliar de
escrita que se usa:
6.1. À direita de uma palavra, e
sobrescrito, para assinalar uma nota de pé de página:
Ex.: Tornar o ambiente mais próprio ao investimento na
investigação privada, às parcerias em matérias I&D*
e ao lançamento de empresas no domínio das tecnologias de ponta.
*I&D = Investigação e Desenvolvimento
6.2. À esquerda de uma sequência de
palavras, e também sobrescrito, para assinalar uma construção agramatical.
Ex.: *Se a encontrarás, diz-lhe que a
detesto.
6.3. À esquerda de uma palavra, para indicar uma origem
etimológica reconstruída, isto é, não atestada:
Ex.: guerra < *werra [germânica]