Atentemos no título desta notícia publicada pelo jornal Público on-line: "Quando lemos a imaginação acende-se".
Ora bem, qualquer leitor minimamente atento conhecedor sabe o que o escrevinhador deveria ter feito: Quando lemos vírgula a imaginação acende-se = Quando lemos, a imaginação acende-se.
Porém, da forma como foi (mal) escrito, o título presta-se a diferentes interpretações, como, por exemplo, a seguinte: Quando lemos a imaginação, acende-se [qualquer coisa].
Enfim, a labreguice linguística relincha por aí, a trote, e estes jornaleiros nem as regras mais simples da língua portuguesa conhecem: quando uma oração subordinada antecede a subordinante, as suas separam-se por uma virgulazita.
