Português: 07/11/26

sábado, 7 de novembro de 2026

Análise de Desejo sob os Ulmeiros, de Eugene O'Neill

I. Biografia de Eugene O'Neill


II. Relação da peça com a tragédia  grega


III. Resumo da peça


IV. Resumo das cenas

    . 1.ª parte:

        . Cena I

        . Cena II

        . Cena III

        . Cena IV

    . 2.ª parte

        . Cena I

        . Cena II

        . Cena III

        . Cena IV

    . 3.ª parte

        . Cena I

        . Cena II


V. Análise das cenas

    . 1.ª parte:

        . Didascália inicial

        . Cena I

        . Cena II

        . Cena III

        . Cena IV.

    . 2.ª parte

        . Cena I

        . Cena II

        . Cena III

        . Cena IV

    . 3.ª parte

        . Cena I

        . Cena II


VI. 


VII. Questionários

    1. Cena IV, 1.ª parte.

    2. Recursos estilísticos da cena IV, 1.ª parte.

Resumo da cena II da 3.ª parte de Desejo sob os Ulmeiros

Cena II
Cena II
Cena II
Cena II

    A cena inicia-se no exterior da casa, onde Eben contempla o céu com perplexidade enquanto se ouve a música do baile no interior. Cabot aproxima-se em tom provocatório e triunfante, questionando o filho sobre a sua ausência na festa e incitando-o a casar para obter terras. Diante da afirmação desafiadora do jovem de que a herdade lhe pertence, o patriarca desdenha e revela uma devastadora confidência: afirma que a esposa o manipulara desde o início, confessando-lhe que apenas desejava ter um filho com o velho para garantir a posse da quinta e expulsar Eben. Petrificado de dor e raiva ao perceber que fora alegadamente usado, o rapaz tenta ir matar a amante, mas Cabot interfere e os dois envolvem-se numa violenta luta física, na qual o velho pai imobiliza o filho contra a parede antes de se afastar vitorioso para continuar a celebrar.

    Após a partida do marido, Abbie tenta socorrer e confortar o enteado, mas este repele-a com violência e desprezo, acusando-a de ser uma mentirosa que o enganou desde o primeiro momento. Apesar dos apelos desesperados dela, que garante que as suas declarações a Cabot eram antigas e motivadas por ciúmes do passado, ele recusa-se a acreditar no seu amor. Torturado pela suposta traição, jura revelar a verdadeira paternidade do bebé ao patriarca, abandonar a quinta para procurar ouro na Califórnia e regressar rico para os expulsar a todos. Abbie fica aterrorizada com a perspetiva de ser abandonada e confronta-o sobre os seus sentimentos antes do nascimento da criança; Eben admite que a amava, mas que a presença do bebé e a usurpação da propriedade mudaram tudo, fazendo-o odiá-la e desejar que a criança nunca tivesse nascido.

    Movida pelo desespero absoluto e recusando-se a perder o amor do enteado, concebe uma terrível e fria resolução: afirma que, se o nascimento da criança é o único obstáculo que destrói o amor deles e o força a ir embora, matará o próprio filho para lhe provar a veracidade da sua paixão. O rapaz, cego pelo ressentimento e acreditando tratar-se de mais uma mentira, desdenha da ameaça, recusa um último beijo e afasta-se para beber no baile. Sozinha e com uma intensidade sombria, Abbie reafirma que tirará a vida que Deus deu, disposta a tudo para demonstrar a Eben que o ama mais do que a qualquer outra coisa no mundo.

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