Um idoso guia o narrador até ao cume da montanha de Helseggen, no arquipélago de Lofoten, na Noruega, de onde contemplam a vastidão do oceano. O idoso revela que, escassos três anos antes, viveu uma experiência aterrorizadora de seis horas que destruiu o seu corpo e a sua alma, envelhecendo-o precocemente e tornando brancos os seus cabelos. Enquanto observam o mar a partir do precipício, a água antes tranquila transforma-se subitamente num turbilhão frenético e assustador, formando um gigantesco funil de águas negras com paredes inclinadas, conhecido como o Moskoe-Ström ou Maelström.
O velho começa então a contar a sua aventura, explicando que ele e os seus dois irmãos possuíam uma embarcação de pesca e arriscavam-se nas perigosas correntes perto da ilha de Moskoe impulsionados pela grande abundância de peixe. A travessia do canal era realizada estritamente durante o breve período de acalmia entre as marés, mas, num dia de junho, o relógio do pescador parou e o grupo perdeu a janela exata de acalmia para o regresso. Um furacão súbito e devastador atingiu a embarcação, arrancando os mastros e projetando o irmão mais novo ao mar, onde se afogou.
Arrastado pela tempestade e desprovido de controlo, o barco foi levado diretamente para o centro do Maelström, que se encontrava no auge da sua fúria. Ao aproximar-se do abismo sob a luz do luar, o pavor do sobrevivente deu lugar a uma calma serena e a uma curiosidade obsessiva pelas forças da natureza. Quando a embarcação começou a deslizar em espiral pelas paredes do sorvedouro, o irmão mais velho, cego pelo pavor, expulsou o narrador do arganéu onde se segurava. O narrador refugiou-se então junto a uma pequena barrica de água vazia que permanecia presa ao convés, pouco antes de o barco ser arremessado para o interior do abismo.
Durante a vertiginosa descida pelas paredes de ébano do funil, o pescador observou com atenção os inúmeros destroços que giravam ao seu redor. Notou que os objetos maiores e de formatos irregulares afundavam rapidamente, enquanto os corpos menores e cilíndricos, como as barricas, desciam com muito maior lentidão. Compreendendo esta lei física, amarrou-se firmemente à barrica de água, soltou-a da embarcação e atirou-se ao mar, enquanto o irmão, paralisado pelo medo, recusou-se a abandonar o barco e acabou tragado para o fundo do turbilhão. Preso à barrica, o pescador flutuou na parede do vórtice até que a maré mudou e o Maelström gradualmente se dissipou, permitindo-lhe regressar à superfície e ser recolhido por pescadores locais. Exausto e traumatizado, nem os seus antigos companheiros o reconheceram devido ao embranquecimento total dos seus cabelos e à alteração da sua feição, concluindo o seu relato no cimo da montanha.
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